Gui Boratto - Chromophobia
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ficha técnica
Nota: 8 / 5
Ano: 2007
Selo: Kompakt
Estilos: minimal, techno, ambient
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Gui Boratto - Chromophobia
O brasileiro da Kompakt lança um ótimo álbum de estréia
05.03.07 22:40
É uma história e tanto a do paulistano Gui Boratto. Rato de estúdio há muitos anos, ele fazia produção de dance-pop com seu irmão Tchorta. Aos poucos, começou a pender para um lado musical que realmente refletisse seu gosto e suas paixões musicais.

A qualidade de seus remixes para a trilha de Cidade de Deus começou a mostrar do que realmente era capaz Gui Boratto: grooves limpos e redondos, arranjos simples e eficientes e um talento especial para programar frases sintéticas. Anos de estúdio fazendo pop ajudaram-no a conquistar conhecimento técnico apurado e um senso do que cai bem no ouvido das pessoas.

O que lhe serviu muito bem na hora de fazer o som que faz hoje. A música de Gui Boratto passeia por minimal, techno, neo-trance, synth-pop e até ambient de maneira cristalina, gostosa e fluída. Aqui quase não há lugar para doideiras abruptas, retorcidos glitch, extremos cabeçudos, "colherinhas" batendo perdidas no abstracionismo. Gui está mais para esteta dos timbres do que para alquimista da viagem mental.

"Terminal" tem beats ardidos que intercalam com seções climáticas. Uma das minhas preferidas é "Shebang", com um sintetizador gotejano sobre um groove profundo e hipnotizante. "Mr. Decay" tem melodia saltitante por cima de uma levada cheia de detalhes rítmicos. "Hera" é neo-trance onde os diferentes pads e frases eletrônicos vem e voltam num dos melhores arranjos do disco.

"Beautiful Life" é a apoteose do disco, uma enxurrada de synths feitos para abrir o sorrisão na pista e abraçar a pessoa do lado, em clima de bem com a vida (e que é prima de segundo grau da lindíssima "Sunshine Underground", dos Chemical Brothers).

Chromophobia não é um álbum inovador, de rasgar o manual, mas é um deleite para ouvidos e pés. Ao contrário do que diz o nome, ele não tem medo de cores não. Pelo contrário, é um disco de inúmeros tons e matizes, do sépia austero ao vermelho pimenta ao azul glacial, vibrante e variado como a melhor música eletrônica de 2007.

Camilo Rocha
Camilo Rocha
Putz! Putz!
comentários
carlos henrique
carlos henrique(22.05.07)
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nunca achei q encontraria algo a criticar no trabalho do respeitado Camilo Rocha,mas acho q o excesso de adjetivos abstratos e surrealista,foge um pouco do carater informativo que cansa a leitura e nao empolga a compra do disco.alem disso sou contra essa segmentacao q vc faz na resenha:"minimal, techno, neo-trance, synth-pop...",pra quem acompanha ha algum tempo nao acredita nessa divisoes,pra quem nao acompanha se pergunta:q diabos e isso???

bem,e isso desculpe pelo comentario direto,mas e a minha opiniao.quero tbm dizer q leio todos os comentario q tenha sua assinatura,eis o motivo pro meu comentario!
1 abraco...
Daniel Perrone
Daniel Perrone(09.03.07)
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Acompanho o Gui desde os primeiros passos (que demos juntos) na música. É um produtor espetacular e, mais que isso, conseguiu traduzir sua história musical ao longo dos tempos e diferenciar-se no mercado. Quem não conhece deve ter a obrigação de conhecer!
Sbrighy
Sbrighy(09.03.07)
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É muito bom saber que este lançamento de qualidade, com faixas muito bem feitas e atuais da Kompakt foi feito por um produtor brasileiro... e que venham muitos outros lançamentos brazukas!!!
Amaury Jr*
Amaury Jr*(09.03.07)
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Não vou começar com aquela história de lamber saco pelo fato de ser brasileiro, mas que sua competência é muito superior a certos gringos (Ric.Villalobos por ex - que pra mim só faz loops de um trecho por 14 minutos e não tem musicalidade alguma) não restam dúvidas a ninguém. Ele é O produtor, com certeza.
k
k(08.03.07)
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Que live foi aquele ontem?


Sinistro!
 
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