Razorlight - Razorlight
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ficha técnica
Nota: 4 / 5
Ano: 2006
Selo: Vertigo/Universal
Estilos: brit pop, rock, indie
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Razorlight - Razorlight
Banda inglesa faz tudo certinho demais e não empolga.
22.05.07 00:50
Sabe quando você pergunta se uma mulher é bonita e alguém responde "ah, ela é bem simpática"? Então. É mais ou menos o caso do Razorlight. Eles vendem muito, ficam lá em cima nas paradas britânicas, abrem pra bandas grandes (até os Stones já os chamaram) são bonzinhos - tocam em shows beneficentes e vivem
doando objetos pra leilões de caridade...no final das contas você pode até acabar torcendo pra que eles sejam bons. Mas...

O segundo disco, que leva o mesmo nome da banda, foi lançado ano passado, mas só agora chega ao Brasil, pela Universal. O público inglês adorou, e eles chegaram a ficar no primeiro lugar da parada britânica uma semana depois do lançamento. A crítica, pelo jeito, parou de pegar no pé com as (injustas) comparações com Strokes e afins e também aprovou. A revista Q chegou até a dar sua nota máxima.

Mas, descontando a tradicional empolgação inglesa, o que sobra? Ruim o disco não é, mas, talvez pior que isso, é comum demais. Ou, embora eles sejam ingleses (com um sueco na guitarra), americanamente comuns demais, se é que dá pra entender. Fazem tudo certinho, colocam os solos e refrões nos lugares onde eles deveriam estar, dão aquela "piradinha" nos vocais de vez em quando... mas nunca arriscam.

"In the Morning", a música que abre o disco e é o primeiro single, tem um refrão eficiente e até faz crer que o CD vai empolgar. A faixa seguinte, a bonitinha e grudenta "Who Needs Love?" mantém a esperança com sua levada meio balada antiguinha, pianinho, corinho...mas lá pra quarta faixa, "America" (que, diz a lenda, foi composta propositalmente pra "agradar" o público americano) começa a ficar complicado. Difícil apontar qualquer outro destaque até o final do disco, a não ser talvez por "Los Angeles Waltz", que não chega ao nível das duas primeiras, mas também está um pouco acima das outras faixas.

Se a intenção é repetir o sucesso de Up All Night, de 2004, que vendeu um milhão de cópias, eles até podem estar no caminho certo. Mas se a vontade era evoluir... desculpa aí, gente, mas não foi dessa vez.

A edição brasileira do CD vem com um bônus: ao colocar o disco no computador, é possível fazer o download de "Somewhere Else", até hoje o single de maior sucesso da banda, que aparece apenas na segunda edição do primeiro álbum. E que, maldade à parte, foi eleita recentemente pelos ouvintes do Marc Riley's Music Show, da BBC6, a terceira pior letra pop.

Fabiana de Carvalho
Fabiana de Carvalho
comentários
Clara
Clara(02.06.07)
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Críticos de Razorlight, montem sua banda e façam o mesmo sucesso na Inglaterra, França, Japão, Alemanha, toquem no Big Weekend da BBC, no Live Earth e paguem o devido pau!!!
Markus Stevenson
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Essa é mais uma tentativa frustrada de ressuscitar o rock.
O ROCK MORREU!!!!
weirdo
weirdo(23.05.07)
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bom, como ela disse não é nada de mega-ultra-avant-new, mas ainda assim é divertido de ouvir. às vezes, pela mania de sempre escutar algo inovador, a gente perde coisas agradáveis. eu acho q vale a audição. nada como uma conclusão própria.
dane-se o rock
dane-se o rock(22.05.07)
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que se foda o rock britânico. fórmula atrás de fórmula que a imprensa brasileira adora.

o rraurl que nãum tinha dessas agora tb virou fã de lucioribeiro parece.
andre
andre(22.05.07)
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As pessoas tem uma mania desgraçada de achar que vai ser bom.Porque seria??? é só mais uma bandinha hype britanica, grande merda...ai alguma bandinha dessas como Digitalism faz um remix e ó, os proprietarios do terceiro munbdo se sentem como se tivesse surgido um novo Beatles, Stones ou Bowie, na verdade esse disco ser uma merda não me surpreende em nada
 
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