Young Marble Giants - Colossal Youth
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ficha técnica
Nota: 9 / 5
Ano: 1980
Selo: Rough Trade
Estilos: rock, indie, pós-punk, experimental
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Young Marble Giants - Colossal Youth
Minimalismo também existe no rock
09.08.07 16:45
O pós-punk inglês foi uma época que privilegiou estruturas mais enxutas, sons mais secos e climas onde se pretendia dizer muito usando pouco. De XTC a Gang of Four a Joy Division isso é fácil de notar. Mas poucos foram tão econômicos como o Young Marble Giants, cujo que fazia rock minimalista, no sentido literal do termo. Para se ter uma idéia da economia do seu som, nem baterista eles tinham.

Este trio do País de Gales se formou em 1978 e lançou, além de um single e um EP, este único e fantástico álbum. Ele já foi relançado algumas vezes através dos anos, sendo que a última foi este ano, pela Domino (selo de Franz Ferdinand, Four Tet e Junior Boys). Fazem um bem para a humanidade, já que seria criminoso uma relíquia como esta ficar condenada aos sebos e arquivos de alguns poucos especialistas. Melhor ainda, este relançamento da Domino abrange não só o álbum em si mas também o conteúdo do EP Testcard e do single "Final Day", mais demos e experimentações eletrônicas - basicamente tudo que o trio já gravou.

O YMG preenche todos os requisitos de "banda cult": durou pouco, fez sucesso limitado e é citada como preferida por gente "do meio". Para Kurt Cobain, eram uma das duas melhores bandas de todos os tempos (junto com o Vaselines). Outro fã de prestígio é Peter Buck, do REM.

A música é esparsa mas grandiosa, intimista mas com presença, delicada mas sólida. Seus sons são poucos mas como são bem escolhidos! Geralmente, como em "Wurlitzer Jukebox" só a voz melancólica de Alison Statton por cima dos desenhos simples e incisivos da guitarra e do órgão de Stuart Moxham, além do baixo discreto de seu irmão Phil. Já em "Choci Loni", o resultado é mais despojado ainda, com seu passeio de guitarra de filme de cowboy e um suave ritmo eletrônico ao fundo (eles usavam uma primitiva bateria eletrônica de vez em quando). Suaves efeitos e pedais são aplicados aqui e ali, preenchendo o espaço e dando ambiência, certamente uma coisa que Stuart aprendeu com os discos de dub jamaicano que tanto gostava.

"The Man Amplifier", com seu teclado meio parquinho meio realejo deixa o clima meio nostálgico, como que ansiando por tempos que não voltam mais. A letra fala do homem robotizado que "tem tudo menos desejo". "Music for Evenings" é um diálogo entre guitarras pontudas e uma interpretação cheia de raiva contida: "Não preciso que você me ame" e "não venha até aqui com sua carteira", canta Alison, entre outros desaforos em voz baixa. Se fosse escolher uma pra tocar no rádio seria "Brand New Life", com melodia perfeita para cantar junto.

O material que não é do álbum também tem bastante coisa que vale a pena. A maior parte são instrumentais onde a banda solta mais seu lado experimental e entusiasta de sons eletrônicos. "This Way" é uma delícia, com seu baixo jazzístico e órgão de churrascaria dos anos 60. Já "Wind in the Ringing" é um belo devaneio com mais órgãos antigos e baforadas eletrônicas.

Camilo Rocha
Camilo Rocha
Putz! Putz!
comentários
Zabiela
Zabiela(20.08.07)
0AprovadoQueima
Minimalismo no rock!!
Que tontice!!
Veremos como vai ser a mudança do site do RRAURL.
Para pior acho dificil....
Psycho
Psycho(14.08.07)
0AprovadoQueima
Essa eu não conheço, mas boto fé. O Kurt manjava: Vaselines é uma das melhores bandas que eu já ouvi!