The Go! Team - Proof of Youth
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ficha técnica
Nota: 4.5 / 5
Ano: 2007
Selo: Sub Pop
Estilos: indie, rap, Motown
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The Go! Team - Proof of Youth
Quando o mais do mesmo é melhor do que nunca
08.10.07 21:50
O Go! Team grava seus discos assim como Quentin Tarantino grava seus filmes: cheios de referências obscuras, com excesso de informações mas ao mesmo tempo intrinsecamente ligado e necessário à cultura pop.

Embora possua seis integrantes, a banda gira em torno da fixação de seu criador Ian Parton. Figura essencialmente nerd, Ian criou o Go! Team como trabalho solo para a trilha sonora de um documentário seu. Porém, o projeto vingou e chamou a atenção das pessoas certas. Fazendo com que Ian precisasse montar uma banda "de verdade" para apresentações. O objetivo era instrumentar os samples presentes no EP.

Após o lançamento de um álbum de estréia de perfeição invejável como o Thunder, Lightning, Strike de 2004, é de se esperar que a expectativa de seu sucessor mexa com os nervos da banda. Seguir novos caminhos? Manter as características da banda? Isso sem contar que a recepção dos críticos se torna muito mais severa. Mas ao ouvir a faixa de abertura "Grip Like a Vice", primeiro single do disco, nos mostra que a banda decidiu não reinventar a roda. As sirenes, as guitarras, as baterias (a banda tem duas), tudo está lá na mesma disposição. De mudança mesmo, apenas no vocal da rapper Ninja. Antes tímido e baixo, ele retorna mais agressivo e livre.

Se você adicionar gritos do estilo líder de torcida americana e um melódico xilofone à música passada, ela se tornará "Doing It Right", faixa que segue. É mais uma vez a banda usando sua fórmula de criar músicas pop bem estruturadas, sem cair na repetição.

Sabe quando você toma água com gás antes de um café para acentuar o sabor forte do mesmo? O sexteto usa essa técnica no álbum. Antes de músicas cheias de impacto, um som mais tranquilo, às vezes sem vocal, acompanhado de violão, te prepara para a porrada que virá. Dessas, o destaque vai para a frágil "I Never Needed It Now So Much".

A efervescência juvenil predomina nas faixas "Titanic Vandalism" e "Universal Speech". Ambas contando com a participação discreta da hiperativa vocalista do Bonde do Role, Marina Vello. Nada opaca é a contribuição do rapper Chuck D, líder do Plubic Enemy, na faixa "Flashlight Flight". E embora seja uma das melhores combinações do disco, as rimas manjadas do rapper causam uma sensação de deja vu.

De levada gostosa e marcante, "Keys to the City" possui grandes chances de ser o hit da vez. É aquele tipo de música que ao ouvir dá impressão que tudo está dando certo. Se usada num filme, ela ilustraria o momento da comemoração pós-vitória.

Abusando de samples e recortes, a música no Go! Team surge quase como um Frankstein: parte funk, parte Motown, com pesadas influências de rap e Sonic Youth. E apesar do novo disco não os levar para nenhuma direção nova, as faixas soam como um sopro fresco de jovialidade que marca ainda mais forte as cores do grupo.

Raphael Caffarena
Raphael Caffarena
bad rabbits and good habits.
comentários
flavia d.
flavia d.(09.10.07)
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ah, entendi, hahahahah!!!
Camilo
Camilo(09.10.07)
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Isso, o site vai mudar o sistema de notas, agora vai ser só de 1 a 5.
ThiagoAugusto
ThiagoAugusto(09.10.07)
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Fake Id é foda!!
Raphael Caffarena
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É 4,5 de 5! É que o site acabou de atualizar as notas.
flavia d.
flavia d.(08.10.07)
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essa resenha enorme e dá só 4,5?? pô, phil!