NY Pony Club vai de Technotronic a aeróbico 80
Show em Londres tem energia e profissionalismo... mas é curto
09.10.07 19:05
Você se lembra daquelas apresentações de aeróbica dos anos 80? As meninas usavam colants de cores fosforescentes e polainas e os meninos micro-shortinhos, para fazer as coreografias polichinelo-abnominais-flexões-de-braço? É mais ou menos essa a primeira referência que a vocalista do New Young Pony Club, Tahita Bulmer, ressuscita.
No último show realizado em Londres, no dia 25 de setembro, apesar dos colants e das polainas não terem aparecido, cores e energia não faltaram. Na platéia, new-ravers usavam bastões fosforescentes pendurados pelo corpo e, no palco, Tahila desfilava com sua blusa e calças de paetês. Desfilava, não, fazia aeróbica. Porque os pulos que ela dava e o fôlego com que dançava, deixariam qualquer Madonna com a pulga atrás da orelha.
Mas, na primeira metade do show, nem essa imensa energia conseguiu movimentar o público. A maioria só conseguia ficar observando e talvez pensando o que aquele grupo, tão anos 80 e ao mesmo tempo tão contemporâneo, poderia apresentar ali, considerando que eles têm um único álbum lançado. E aconteceu mesmo o esperado: um desfile de todas as músicas de seu primeiro CD, como se alguém estivesse dando uma festa e tivesse deixado o mesmo CD tocando o tempo todo.
Algum problema? Não, nenhum, considerando que todas as faixas são ótimas e dançantes. De qualquer forma, o público parecia mesmo estar na expectativa de alguma coisa diferente. E ela veio. Mais ou menos no meio do show, um cover de "Pump Up the Jam", hit do fim dos anos 80 do Technotronic. Foi então que ninguém mais conseguiu ficar parado e Tahila teve a companhia de milhares de pessoas na sua estafante ginástica.
Polichinelos à parte, o NYPC, ao contrário de diversas bandas surgidas no boom new rave, já é profissional apesar de ter apenas começado a trilhar sua estrada. Isso se deve também, obviamente, aos demais integrantes do grupo. Tahita juntamente com a tecladista Lou Hayter e sua postura blasé, com a baterista Sarah Jones e sua incrível semelhança (proposital?) com Meg White, mais o guitarrista Andy Spence e o baixista Igor Volk, são um time no palco. Eles se ajudam e se completam. Têm energia, carisma e talento, não há como negar.
Não foi mesmo à toa que eles foram indicados ao Mercury Prize deste ano. Não, eles não levaram a estatueta para casa, mas considerando que o seu principal oponente - e vencedor - foram os Klaxons, seria dificil mesmo...
Mas nem tudo foi perfeito. Infelizmente, apenas quarenta minutos após a entrada no palco, a vocalista anunciou que o show estava acabando, que a banda adoraria tocar mais, mas que ela morreria se continuasse. Pensando bem, ainda falta um pouco para alcançar o fôlego de uma Madonna...
eu vi NYponyclub ano passado na Popstarz em king's cross e foi dimais da conta!
mas os new ravers que vc chama sao os british emo indies?
:=P