Depois do hit "Discopolis", DJ e produtor é contratado como remixers por nomões da música
15.11.07 16:35
Ewan Pearson, Jacques Lu Cont e Mylo. Dá para generalizar com certa cautela, que do Reino Unido saem os principais músicos na arte de criar atmosferas progressivas para vários timbres e estilos imagináveis: nos sempre facilmente editáveis anos 80 e electro, na house music e óbvio, na dance music mais acessível, que num superlativo prog origina a baba pura.
Mas tem um DJ e produtor francês que tem chamado a atenção com novas produções e uma prolífica carreira de remixer para grandes artistas: Christophe Hoeffel, que utiliza a alcunha Kris Menace (Kris Ameaça?) para produzir prog de muito boa qualidade com versáteis influências acopláveis a todas ondas e subgêneros vigentes no momento: neo-disco, electro maximalista e o groove spacer disco na sua faceta mais houseira.
Sabe-se pouco sobre esse artista, coisas como (pequena) discografia, nacionalidade e networking básico: Kris é parceiro da eterna dupla francesa Alan Braxe e Fred Falke em algumas composições.
DISCOPOLIS O turning point para um DJ/produtor "normal" como esse só poderia ser um hit, e é justamente esse o caso. "Discopolis", hino clubber Ibiza de 2006/2007 lançado pela Defected e outros cinco selos, que você só não ouviu ou reconheceu o timbre se esteve em retiro espirtual off-clubber todo esse tempo.
A música feita em parceria com o Lifelike, um grupo francês eletrônico, cheia de elementos nipônicos e sustinhos new wave de fundo à uma marcha de beats em atmosfera baleárica, tem um clipe que ilustra fielmente esse clima da maneira mais prática, bem no estilão capa da DJ Mag: uma gostosa se banhando na praia sob o crepúsculo solar. Assista, e depois carimbe a tag "2007":
REMIXES Desde do estrondo de "Discopolis", Kris Menace foi escalado para remixar só chumbo grosso: conseguiu transportar uma música de Robbie Williams, "She's Madonna", para 1984, sem pensar duas vezes em extirpar o vocal. Para a badalada Tracey Thorn, um perfuminho electro-house em "It's All True", bacana, mas não o melhor remix desse single - ouça a versão deep house feita por Martin Buttrich.
LCD Soundsystem foi desconstruído por Menace numa espacial e irreconhecível versão de "North American Scum". E a versão para "Mer Du Japon", dos franceses do Air, eleva o momento bombator-piano num timming maior, cheio de micro-alternâncias de volume. O básico para que tal canção melódica seja transportada às pistas.
E mais recentemente, o maravilhoso remix para a já maravilhosa música "Overpowered", do novo álbum de Róisín Murphy. Transforme em loop o refrão e seus backing vocals, suba a batida num crescente espacial, metálico, e você já sabe como encerrar seu set sem medo de ser pop. Pois fica a aposta, com um exemplo recente: Hans-Peter Lindstrom, que surgiu primeiro pela qualidade dos remixes que fazia.
Clique aqui e ouça um set de Kris Menace com Alan Braxe. Mais faixas abaixo, inclusive as ótimas "Voyage" e "Júpiter", de autoria própria e que corroboram o potencial do produtor.