Goldfrapp - Seventh Tree
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ficha técnica
Nota: 2.4 / 5
Ano: 2008
Selo: Mute
Estilos: pop, electro, folk
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Goldfrapp - Seventh Tree
Sono, muito sono. É o que proporciona a fase "humana" e "acústica" da dupla Goldfrapp
13.02.08 19:20
Essa vida glamourosa, de jogação e hedonismo consumista cansa. Não só para você, jovem clubber (ainda mais para os não tão jovens), até para os artistas. E não falo só de drogas, noites mal dormidas e drinks non-stop. Vivenciar a vida eletrônica como rotina tem seus momentos de estafa, que levam a verdadeiros turning-points na vida.

É o que deve ter acontecido com Alison Goldfrapp. Depois de três consistentes álbuns que puseram a loira inglesa de distintos vocais e seu parceiro Will Gregory na linha do tempo do electro 2000s, chegou a hora de um descanso com Seventh Tree, álbum parido de, dizem eles, difíceis sessões musicais no inverno de Bath, cidade histórica no interior da Inglaterra.

VIOLAS E OITAVAS: POP
Adeus então às camadas e mais camadas de lampejos sintéticos, guitarras rasgadas e os característicos vocais de Alison canalizados em inserções extras de vocoders e outros efeitos rebolativos, marca registrada. Agora, é só cantoria quase acústica, pop mesmo. "Clows" abre o CD com suaves dedilhadas de violão - sim, violão na Goldrapp! -, que harmonizam sussurros que, se não fossem abafados, rasgariam o sininho do gogó quase numa sexta oitava, de tão agudo. http://www.youtube.com/watch?v=_uU6aYNXnUk

Mágica e fantasia
Mágica e fantasia
A seguinte, "Little Bird", começa num lá-lá-lá de palavra cantada, loops de tecladinho Orbital lá no fundo a criar uma amplitude articial para essa dramaticidade natureba, presente em todo o disco (She's like a little bird / She flies from a to b / To see what she can see / She's far away from me - esse tipo de coisa).

É uma estética pop, misto de Kate Bush e Air perfumado com introspecção de Radiohead instrumental. O ponto alto disso se dá em "Happiness", a melhor faixa do disco, que traz os sempre bem trabalhados backing-vocals , refrões fáceis e crescente pop que, ao contrário da linearidade folk do CD inteiro, aqui enfim chega a algum lugar: How did you get to find / Love, real love. É epopéico e de polidez britânica, sem excessos, mas que ao menos alcança um apogeu rítmico.

Seventh Tree é folk na concepção camponesa da coisa mesmo, não o folk como fator étnico tão utilizado atualmente pelo indie rock. É assexuado, ao contrário dos últimos dois discos (Black Cherry de 2003, e Supernature, de 2006), e mágico, etéreo, esse tipo de idéia que se levada como mote de um CD inteiro, só pode mesmo desbancar no tédio extremo: "Eat Yourself" lembra Beatles e, se você não estiver relaxando e provido de um bom fone, passa batido. Do electroclash a Norah Jones in love, assim, de repente, dói.

NÃO É UM NOVO "FELT MOUNTAIN"
O "novo" Goldfrapp é assimilável, ainda mais com a horda de fãs sedentos pela loira e sua música, fato que ajuda a criar uma exagerada boa-vontade com o disco, e muita gente o faz com a falsa percepção que é uma versão tranqüila, "downtempo" de Felt Mountain (2000), o primeiro e mais ousado trabalho deles.

Não, não tem nada a ver. A bizarrice circense e a nababesca experimentação eletrônica desse primeiro trabalho, um acinte aos padrões do electroclash vigente da época, é inexistente. Tem-se em Seventh Tree alguns sopros desse saudoso passado: os violinos inesperados que surgem em "Cologne Cerrone Houdini" e a psicodelia discreta de "Monster Love" são exemplos insuficientes para uma banda que já está na maturidade de um quarto disco.

A simplicidade da nova estética faz com que tudo soe um pouco previsível. A eterna capacidade do Goldfrapp de criar um mosaico com seus incansáveis elementos deu lugar a um conta-gotas de barulhos interessantes, que consolam baladinhas insossas, como a "Road To Somewhere", um breakbeat desacelerado em base pop tradicional que só tem a oferecer os dun-da-ra-ru-rá que Alison solta às vezes, marcando as paradinhas. A maioria das músicas do ultra-produzido Supernature e do electro-master Black Cherry (ouça "Black Cherry") - mesmo as baladas - transbordavam essas boas características. Resta de consolo os bons remixes feitos por Gui Boratto e Hercules & Love Affair para o single "A&E".

Flash Content
Goldfrapp - A&E (Hercules & Love Affair rmx) (mp3)
Goldfrapp - A&E (Hercules & Love Affair Remix)

Flash Content
Goldfrapp - A&E (Gui Boratto Rmx) (mp3)
Goldfrapp - A&E (Gui Boratto Remix)

PICOLÉ DE CHUCHU
"Caravan Girl" é animada e poderia ser single junto com "Happiness". Tem boa bateria que atua como coadjuvante num piano setentista e inofensivo, Blondie sob efeito de morfina. Mas, gostaria de saber, Will Gregory teve a capacidade de abafar em segundo plano a maioria dos bons elementos das faixas!

Já "A&E", primeira música de Seventh Tree lançada no mercado, reúne todas as características citadas acima: levada eletro-acústica que até se esforça, mas é nula, de tão insossa. Os pontos positivos são meros detalhes, como a levada rítmica do refrão e a explosão de baterias que fazem ponto para o epílogo em acordes de violão. E o clipe ainda traz Alison de pijama, no campo, fugindo de monstros vestidos de folha, numa floresta outonal! Mas insosso, impossível, só chá de água morna.
MP3
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Goldfrapp - A&E (mp3)

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Goldfrapp - Cologne Cerrone Houdini (mp3)

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Goldfrapp - Happiness (mp3)

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Goldfrapp - Monster Love (mp3)


Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola
it's like the 60s, with no hope
comentários
Gil B.
Gil B.(27.02.08)
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Finalmente ouvi o disco. Não é ruim, mas tb não é a Goldfrapp que a gente conhece e ama..
Nao chega aos pes do Felt Mountain!
Jade Augusto Gola
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http://www.pitchforkmedia.com/article/record_review/48449-seventh-tree
Miqueias
Miqueias(16.02.08)
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Apesar dos comentarios, Goldfrapp - A&E (Gui Boratto Remix) está em vários sets de djs e rádios europeus. Como a rádio Fg da frança, rádio 538 dos países baixos e dos djs Didier Sinclar e Pete Tong.
Raphael Caffarena
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sono
Rodrigo Berg
Rodrigo Berg(14.02.08)
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drogas, drogas, drogas, drogas...é o terceiro artigo que menciona o nome...po...na boa, hehe
 
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