RR#03: Elas estão dominando tudo! Da música à política.
Sábado, 08/03, é o Dia da Mulher e abordamos o tema agora com uma foto da Madonna, igual fizemos em 2006. No
ano passado o site resumiu 40 importantes nomes femininos da música eletrônica e esse ano fizemos uma enquete tentando ver qual de uma lista o leitor apontaria como a mais influente.
Deu Madonna, claro, com metade dos votos, seguida lá atrás de Björk, com 20%. Mas a islandesa leva ganha um viva de menção honrosa esse ano por sua brava atitude de
protestar "Tibet!" em plenos palcos de Shangai. Por mais que Madonna seja famosa por sua preocupação em temas como AIDS e África sejam sérios, a atitude de Björk foi de uma leve rebeldia, algo que a rainha do pop só conseguiu quando o assunto foi sexualidade.
E lá nos anos 90..

Enquanto Björk trabalha numa longa, pirotécnica e moderna tour de seu equilibrado último álbum, Madonna escala Deus e o Mundo - mais precisamente Justin Timberlake e Timbaland -, para fazer um pastiche pop de hip hop e electro pasteurizado
em seu novo álbum, feito às coxas para encerrar logo o contrato com a Warner.
Tudo bem que são as coxas de Madonna, mas por Deus, o que é a tal "4 Minutes to Save the World"? Não se ouve a voz dela direito, Justin parece ter sido convidado para tapar buracos da fraca potência dela - coisa que é sempre superada por bons produtores, numa boa. Onde está Stuart Price?
Timbaland se esforçou, mas o que ele fez ali Nelly Furtado rebolou muito melhor em 2006.
POP (E POLÍTICA?) = CONSAGRAÇÃOE nessa semana Hillary Clinton
mostrou fôlego na disputa histórica - com um concorrente negro - ao mais ousado mandato de presidente que os Estados Unidos pode ter. Na música pop dos últimos tempos, bem antes do assunto Hillary, fala-se muito no avanço das mulheres. E não é à toa.
A protagonista desse
zeitgeist Amy Winehouse e sua
insanidade quase mártir, arrebatadora de Grammys.
Provou ser artista tão convincente que criou uma legião de novas Winehouses e partidárias do soul e do pop-folk em geral: de Mallu Magalhães a
Adele, e Duffy.
O hype foi tão forte que até uma antiga e boa cantora teve holofotes sob sua cabeça: Sharon Jones, atração do
Coachella e de futura resenha aqui no site.
NA ELETRÔNICANo bate-estaca e suas infinitas vertentes que fazem parte de nossas vidas, o fator feminino é forte também. E isso é uma realidade, não é apenas mote conceitual do perspicaz
perspicaz.
Vamos a alguns exemplos:
Róisín Murphy,
Goldfrapp e até empoeirada
Siouxsie são famosas divas britânicas, verdadeiras artistas, que estão de volta.
Aqui no Brasil, como não falar no incansável mulherio (+ 1 rapaz) do Cansei de Ser Sexy, que virou CSS (lê-se CIESSÉS) e se tornou
um sucesso mundial que já dá para considerar sem precedentes. (Talvez Mutantes?) O próprio Bonde do Rolê, você ame ou odeie, é um esporro feminista, bem escroto, que agora tem
duas novas garotas no front. Nós aqui mergulhamos fundo no tal concurso para escolhar a nova voz, apostando na santista
MC Gi, funkeira
DE FATO, dona de boas batidas e bons versos, ativa na comunidade. Escolheu-se via MTV a imagem e o factóide no lugar de Gi, mas aí é opinião nossa e papo para outra conversa...
E Miss Kittin, quem diria,
não deixa a peteca cair com seu segundo álbum, e graças a Deus deixa para trás as chatas (e talvez inevitáveis) regressões ao electroclash. Até essa turma new rave/maximal, de música pesada, metaleira e fanfarrona, um foco de eventual machismo, tem como expoente o
Crystal Castles com o berro Nintendo punk de Alice Glass.
Lá no essencial techno alemão,
Anja Schneider despontou em 2007 como esponja de boa música,
bons artistas e boas festas. A incansável
Ellen Allien segue influenciando com seu Bpitch Control, prometendo novo álbum de inéditas para o meio do ano. De todo o techno e seus subordinados, são os grandes exemplos femininos que as sempre sagazes garotas techneras podem mirar.
AVANÇO NATURAL E CONSISTENTEPJ Harvey,
Kid Sister,
Lykke Li,
The Kills,
The Raveonettes,
Ebony Bones,
New Young Pony Club.. São tantas vozes e artistas, que fica difícil abranger todo mundo. E isso porque estamos falando do poderio musical feminino baseado apenas na pauta do
rraurl dos últimos meses. Se a gente abranger demais a história, o texto vai longe. Mas do passado a gente não esquece e lembramos os velhos tempos com
Tom Tom Club,
B-52s e
Portishead.
Fica então nosso desejo de que as mulheres conquistem o mundo logo de uma vez, e também a satisfação de perceber o avanço delas naturalmente, quase sem esforço principalmente em nosso dia a dia musical. Viva!