O IDM pode ser interpretado por artistas dos mais variados humores. Às vezes ganha ares sombrios e perturbadores ao modo Aphex Twin, ou pode ser encontrado em meio aos grooves de artistas como Four Tet. Mas há também os que fazem esse gênero esquisitão da eletrônica passear por caminhos bem mais irreverentes, como é o caso do Matmos.
Formada em São Francisco por Martin Schmidt e Drew Daniel, a dupla ficou conhecida nos anos 90 pelos remixes para Björk e agora se prepara para lançar um novo álbum.
Supreme Baloon sai no dia seis de maio pela Matador e soa como o resultado de uma tarde de brincadeiras embriagadas com um sintetizador. As melodias são dançantes, espontâneas e percorrem caminhos inesperados até para ouvintes acostumado com as estripulias da dupla.
COSMIC POPApesar de conter apenas sete faixas, não se deixe enganar. O álbum transcorre em velocidade expressa até chegar em "Supreme Baloon", uma opereta sintética com nada menos que 24 minutos de duração. Chame de pop cósmico ou o que for, a música é uma
viagem recheada por synths em arpejo, barulhinhos hipnóticos e teclados épicos. Tudo bem diferente do minimalismo calculado de
"Fizheuer Zieheuer".
Capa do disco

Outros destaques do disco são "Rainbow Flag", um verdadeiro baião 8-bit esquizofrênico, e "Exciter Lamp", que não espantaria se compusesse a trilha sonora epiléptica de algum capítulo de Pokémon. Os timbres são todos crus, deixando exposta a cartilagem inorgânica e digitalizada dos arranjos.
Em outras notícias relacionadas, o Matmos foi recentemente incluso na escalação diurna do festival espanhol Sónar. Eles vão compor o lineup ao lado de artistas como Pan Sonic, Little Dragon e The Field, fazendo o esquenta para as noitadas em Barcelona. À programação noturna da festa também foram adicionados mais nomes como os de Richie Hawtin, Ewan Pearson e Rob Da Bank.