Nome Próprio
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ficha técnica
NOME PRÓPRIO
(BRASIL - 2007/2008)
Direção: Murilo Salles
Elenco: Leandra Leal, Frank Borges, Luciano Bortoluzzi, Luciana Brites, Juliano Cazarré, David Cejkinski, Milhem Cortaz, Alex Disdier, Reginaldo Faidi, Fábio Frood, Ricardo Galli, Ricardo Garcia, Rosane Holland.
Duração: 120 min.
Nota: 3.7 / 5
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Nome Próprio
Filme indie estréia em roteiro nacional dirigido por Murillo Sales e estrelado por Leandra Leal, em papel inspirado na jovem escritora e blogueira gaúcha Clarah Averbuck
19.07.08 00:10
Camila
Camila
Finalmente estréia em roteiro comercial o Nome Próprio, filme baseado em livro baseado no blog da escritora e - ela vai odiar - blogueira gaúcha Clarah Averbuck. Dirigido por Murillo Sales e estrelado por uma fantástica Leandra Leal, o filme se passa em uma São Paulo noturna, suja e nervosa, onde Camila (a tal personagem inspirada na obra de Clarah) se movimenta aos trancos e barrancos. Muito tem se escrito, principalmente entre blogs, que Camila é Clarah, por causa do tom fortemente confessional e biográfico dos escritos da gaúcha, que também canta. E canta bem - fique até os créditos finais da telona para ouvir.

É verdade que as duas se encontram em momentos diversos, e é verdade que a Camila do livro Máquina de Pinball, que inspira o filme, tem o mesmo jeito turrão e inconseqüente, com sensibilidade e honestidade em excesso, da Camila de Nome Próprio. Mas é importante não ver o filme achando que é biografia, ainda mais que, estando em roteiro comercial, a grande maioria não saberá de tais ligações bio-literárias.

AUTORAL: MAS QUEM É ELA?
Assim sendo, Nome Próprio como cinema de ficção, bastante autoral, é um achado. Tem quase o mesmo impacto gráfico de Nina, que também aproveitava o submundo paulistano para falar de uma jovem mulher em momentos de fuga e busca, usando a cidade como coadjuvante - sem para isso ter que mostrar tomadas da Avenida Paulista iluminada. A São Paulo aqui é suja, escura e é melhor de noite (ainda que mais difícil). Mas na Rua Harmonia o sol entra pela janela. As tomadas são gravadas pelo próprio diretor com câmera em mão, e as relações de Camila com seus escritos são expostas na tela: a geração internê está ali em barracos digitais, com a personagem carregando um enorme PC cinzento entre suas caixas de roupas a cada mudança de casa. Bolinhas, bebida e cigarro também estão ali. Ambiguidade sexual, está ali.

Mas o filme não é sobre uma "geração blog", não é sobre Internet e não é sobre a juventude mundana de nossos tempos. É sobre uma jovem escritora de personalidade forte lidando com demônios internos para sobreviver e escrever. Porque é só isso que ela sabe e quer fazer: escrever.

Verdade seja dita, eu não sou uma pessoa que consegue ver o filme sem pensar na Clarah que eu conheço, porque ela se tornou importante pra mim justamente em um momento que o filme retrata. Então fiquei toda a exibição pensando "mas foi assim? mas quem é esse? mas quando fo isso?", só caindo na real quando o filme acaba - essa Camila não é a Clarah, essa Clarah não é a Camila, o filme não é o blog, o livro não é o filme. O que faz a gente pensar assim é, na verdade, uma delicada e rara relação entre diretor/escritora/atriz, que é algo a ser celebrado. Existe respeito da equipe pela obra original, sem que isso signifique ser completamente fiel, e a proximidade da autora em todo o processo de lançamento nos faz confudir como se Nome Próprio fosse "o filme da Clarah". Não é.

A câmera e a direção de Murillo Sales e, principalmente, o esforço da atriz durante todo o filme não devem passar batido de quem se aventurar pela sala de cinema: não é cinema-pipoca, mas sim um papel corajoso, difícil, que requer entrega. A Camila de Leandra Leal a destaca entre as atrizes de sua geração no cinema nacional. Fosse apenas isso a ida ao cinema já teria valido a pena.


Trailer - "Nome Próprio"

Gaía Passarelli
Gaía Passarelli
me and my bang
comentários
Gaía Passarelli
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a Leandra Leal levou o kikito de melhor atriz!
Rodrigo SM
Rodrigo SM(27.07.08)
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Tem muita coisa pra ser dita sobre o filme, mesmo que muita já tenha sido. Fui ver, via evento do MySpace, em avant-premiere. Filme visceral, vale assistir não só por ele, mas também pra observar as reações da platéia, especialmente com sala cheia. Outro mérito do filme é ter uma personagem principal MULHER, que encabeça um filme legitimamente BRASILEIRO, para além da temática violência / exclusão / subdesenvolvimento.
Tomara que muita gente veja.
Rodrigo
Rodrigo (20.07.08)
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achei que faltou música.
alx hoera
alx hoera(20.07.08)
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o trailler é ótimo e me deixou curioso pra assistir depois da resenha! ;)
Augustuzs Neto
Augustuzs Neto(19.07.08)
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Desde que vi A Ostra E O Vento, Leandra Leal entrou pra meu rol de atrizes favoritas.
 
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