Skol Beats 2008: opinião do leitor
Renato Cohen
faça login para votar!
Enviar esse texto
login para votar!
  • Currently 3.00/5
Nota: 3.0 (3 votos)
login para votar!
ficha técnica

Ano: 2008
social bookmarks
Digg
Mugg
del.icio.us
Skol Beats 2008: opinião do leitor
E você, o que achou?
29.09.08 14:00
Esse ano, inspirados pelo mote do "festival que é você quem faz". nós selecionamos três leitores e usuários do fórum do rraurl.com para contar suas experência no evento. Sendo noite uma experiência tão pessoal, os relatos são bastante diferentes. E o SEU festival, como foi?



Daniel Wierman

Experiências de Skol Beats eu já tive um monte. Da mais linda e emocionante pista da minha vida, comandada pelo Mau Mau no final do festival em 2002, ao caos e desespero do empurra-empurra no show do Prodigy em 2006. Aquilo foi tenso. Lembro também do Anderson Noise tocando "Pontapé" do Renato Cohen e depois "Born Slippy", numa manhã acho que de 2003, num final de set que emocionou até a velhinha que estava comprando pão na padaria da Avenida Cruzeiro do Sul. Ah, e teve também aquele ano que eu vi um Richie Hawtin estressado no palco porque o sistema de som tava micado, e eu nervoso naquela pista porque a porcaria do negócio não funcionava direito e a gente querendo ouvir o minimal do homem... afe! como foi chato aquilo. Enfim, foram várias experiências mesmo.

Experiência, aliás, é fator importante pra curtir um Skol Beats de forma redondinha. Depois de anos de estrada a gente já sabe onde e quando ir, sabe que não dá pra ver tudo mesmo, e sabe que vai ficar na fila do banheiro. E sabe que a equação cerveja barata + ir nos banheiros distantes no meio dos sets pode gerar um resultado, assim meio progressão aritmética. Então é necessário também o fator foco, em um festival grande. Mas no fim é uma grande festa também, e desde que você dance e se divirta com os amigos é isso que importa, não é?

E esse ano deu pra dançar bastante, com espaço na pista (ufa), e música boa (eba). Cheguei pro Justice que foi previsível, dançante, potente, ótimo e curto. "We Are Your Friends" foi hit do meu ipod por séculos. Adorei o final, cheio de energia. E ainda dava pra esticar os dois braços e dançar, tipo fazendo a cruz deles. Adoro a sensação que tive que só tinha gente civilizada em volta e que gosta mesmo do negócio. E depois fomos pro Miguel Migs que tocou uma deliciosa house de fino trato, que eu estaria dançando até agora muito feliz, se não fosse meus amigos que me arrastaram pro Dubfire que foi OK, mas por mim tinha ficado no Migs, de olhos fechados dançando e me imaginando tomando champagne em Mikonos com italianos de tanga e gregas de top less do meu lado. Ai, adoro esse house style.

Digitalism foi bem legal também o som deles dá muito a sensação de anos 2000. Ótimo. E o som do Steve Angello com o Sebastian Ingrosso foi decepcionante. Eles tocaram uma power house que se bobear era o Offer Nissin de leque na mão lá tocando e eu não sabia. Nossa, que som chato, gente! Corri pro Propulse, porque essa era a minha missão pro rraurl no festival: cobrir a apresentação do live do Fabiano Zorzan, que eu lembro dos tempos do Influx, um antigo live de psicodelia brazuca que tocava em 10 de cada 10 raves, lá naquela época das festinhas na Arujabel. Sim, o meu passado trance me condena.

Fabiano pegou uma pista cheia e animada já de manhã, e manteve em sua apresentação o prog-tech-house forte e dançante, com músicas groovedas porém martelantes, se é que vocês me entendem. É chato querer definir. Eu, pra falar bem a verdade, fiquei com saudades dos vocais sensuais e das músicas mais leves que ele tocava nas Deep Trance da vida e nas festas Hedone, do povo do Kraft de Campinas, onde eu trabalhava. Mas o seu som continua atual, chacoalhante e muito bem produzido. Parabéns pro Fabiano aka Propulse que faz música eletrônica brasileira de qualidade e que cada vez conquista mais fãs por aí. A pista se manteve cheia o tempo todo. Bem legal!

Depois disso passei pelo live do Gui Boratto no palco só pra ouvir "Beautiful Life". Hit emocionante no fim, que o povo adora, para fechar o festival com chave de ouro. Parabéns Skol Beats e valeu rraurl.com.

Miguel Migs
Miguel Migs


Rogério Fernandes Dias

Sábado, dia 27 de setembro de 2008, mais uma edição do Skol Beats por vir. Achei o clima pré-festival diferente dos outros anos, aliás, desde 2007, quando decidiram dividir em o evento dois dias e dividir todas as tribos, o que realmente não é a cara do Skol Beats. Mas muitos aspectos fizerem que o clima ficasse diferente. Por exemplo: o festival agora não tem mais prioridade nos artistas, então o Justice tocou no RJ um dia antes. A cidade de São Paulo tinha muitas festas de warm-up na sexta, porque vinha muito mais gente de outras cidades apreciar os shows, era algo único no Brasil. Isso me deixou um pouco frustrado.

Bom, mais uma coisa que foi igual foi ter clima frio e úmido num dia de Skol Beats, isso aconteceu nas três últimas edições e mais especialmente em 2006, quando o frio era de bater o queixo. Não fiquei muito preocupado em chegar cedo no evento nem com o trânsito de carros, acho que a estimativa de quinze mil pessoas é facilmente comportada pela infraestrutura da região do Anhembi, já que agüentou sessenta mil antes e não tinha dado tanta dor-de-cabeça. Já não era surpresa pra mim que não teríamos que "atravessar" a avenida pra ir do palco para as tendas, ou vice-versa, já tinha visto pelo vídeo como seria dentro do Anhembi. A parte onde antes eram as tendas e o palco no ano passado virou um estacionamento, facilitando ainda mais pra quem tinha vindo de carro. Mas é claro que para os saudosistas dava uma tristeza, porque o chão com brita era o que mais fazia lembrar os velhos tempos de Skol Beats no Autódromo de Interlagos. O preço do estacionamento não foi nada de anormal: R$20 é o preço padrão e também foi bom saber que meu carro não ia acabar no meio do Feirão de Automóveis de manhã, que nem em 2007...

O meu portão era o 29, e não tinha nenhuma fila. Nisso a organização tem que ganhar um elogio e servir de exemplo para outras produtoras de evento. O primeiro problema, que eu já tinha imaginado, foi o banheiro. No vídeo dos bastidores foi falado que quase não ia ter banheiros químicos, seriam os banheiros do Anhembi, e como resultado tinha bastante fila pra se conseguir entrar em um, principalmente no começo da noite. Poxa, isso tem que ser prioridade, ainda mais que nos bares que só vende cerveja!

Como sempre fui dar uma andada antes em todo o local do evento pra ver como está. O palco achei bacana, mas achei o som meio baixo. Não sou técnico de nada e não entendo do assunto, mas já vi edições melhores. Fui ver como é a tenda Terra, alguma coisa dela estava mais "simples" que as tendas de anos anteriores, acho que decoração era muito clara, pequena. A tenda Skol Beats era bem maior e estava mais escura, tinha uma outra infra. Uma parte do público, que já tinha diminuito bastante ano passado, e nesse praticamene desapareceu, é a sempre fiel galera do drum'n'bass, o que é uma pena, já que eles sempre marcaram presença em todos os Skol Beats. Mas nesse ano, como foi bem menor e não teve sequer uma tenda dedicada a vertente, pra eles talvez agora seja mais importante curtir a tenda Marky & Friends na edição do Spirit of London.

Já estava chegando na hora de Miguel Migs na tenda Terra e fui pra lá.Aapesar de ser um nome que só tocou uma vez aqui no Brasil, não vi uma expectativa tão grande do público, mas também talvez o público amante de Miguel Migs preferiria vê-lo em um club - isso vai acontecer duas vezes aqui no Brasil, depois do Skol Beats, na Pacha e na Giv. Foi boa a apresentação dele pra um grande público, que pensa que só electro que pode empolgar num festival. Um soulful house bem contagiante consegue fazer com que qualquer pessoa consiga remexer os quadris, foi o que pude perceber na apresentação do Migs. Senti que quando ele toca em um club ele curte mais tocar músicas com vocais, aquelas músicas que a mulherada ama. Ele alternava entre aquele houseira bem soulful dançante, sem vocais, mas no meio ele virava as clássicas dele, com vocais, e a galera empolgou bastante. Achei a receptividade do público bem bacana, pelo menos ninguém parava de dançar. Pena que em festival a interação entre DJ e público não consiga ser tão intensa, mas dava pra perceber que ele acenava para o pessoal quando podia. O que não gostei na tenda é que talvez o público que gostasse mais do Migs não podia ficar muito próximo, já que tinha ali o famoso "cercado". Até ai tudo bem, os festivais sempre têm essa cerca, mas alguns privilegiados ficavam lá dentro, em um festival isso é sempre chato. O legal é que foram quatro horas de house, algo difícil de ouvir aqui aqui hoje em dia, quando tudo têm ficado mais progressive, mais electro, mais minimal. No set do Migs não vi nenhuma apelação para outros estilos, ele tocou o que ele faz de melhor sem se preocupar com quem viesse depois.

E ainda bem que São Pedro colaborou, que só foi começar a garoar mais forte lá no final do evento, não estragando a noite pra ninguém e deixando todos os artistas felizes com a empolgação do público brasileiro. Valeu a pena o Skol Beats desse ano, sim, inclusive o final com o live do Gui Boratto, que foi muito bacana. Eu ainda ia pegar o after do D-Edge, mas a fila estava muito grande e o cansaço, ainda maior. Deixa pra próxima.

Tenda Terra
Tenda Terra


Hélio Roberto Fadini Junior

24 horas após o encerramento de mais uma edição do Skol Beats, as pernas começam a ter forças para suas habituais funções. Para mim foram quase 12 horas de festa.
Ao chegar no festival me deparei com poucas pessoas na parte externa e praticamente não havia ninguém nos portões de acesso ao evento. Na parte interna, estranhei ver um público bem diferente das edições anteriores, quando se via mais de 50 mil pessoas e era possível dançar sem se esbarrar.

O festival em si teve boa organização, com poucas filas nos caixas e bares, e até mesmo quando um rapaz desmaiou em plena tenda Terra logo foi socorrido pelas médicos. Muitos marinheiros de primeira viagem eram vistos em praticamente todas as tendas, que tinham boa diversidade de publico, patricinhas, gays, manos, clubbers e outros dançando lado a lado, sempre pacificamente. Na tenda Terra, ao contrário de algumas atrações, era pontualmente 02h foi quando Renato Cohen entrou nos decks, com uma pista quente deixada por Miguel Migs.

Cohen entrou para fazer a alegria dos techneiros de plantão, e como sempre não decepcionou, mesclando um techno mais conceitual com um techno mais direcionado para as pistas, com direito até a alguns clássicos. A pista correspondia a cada volta de break com animação e gritos, mostrando que a tava afim de festa e muito groove. Cohen, principalmente, no início de seu set, teve momentos mais introspectivos o que diminuia a empolgação de quem queria bombar, deixando para os momentos finais a partes mais animadas, inclusive quando tocou a tão esperada "Pontapé", para a alegria geral dos menos iniciados.  O Dj/produtor acabou fazendo um bom set principalmente por estar escalado para tocar entre Miguel Migs e Christian Smith - este último acabou acelerando um pouco mais as BPMs. Cohen se mostrou bem animado, dançando e erguendo os braços durante sua apresentação. Seu público fiel, alguns até com camisetas onde se lia o nome do DJ, parece ter gostado de sua apresentação, mas eu achei que, pela ocasião, ele poderia ter tocado músicas mais conhecidas do grande público, do que insistir em mostrar músicas novas ou novas tendências, senti que o público queria aqueles retornos de breaks bombasticos.

Achei o que o festival estava com uma cara bem techno, era possivel ouvir o estilo em qualquer horário, e Cohen representou bem o techno brazuca. Só achei que deveria aguardar a ultima musica de Migs se encerrar para que seus fãs o aplaudissem, principalmente pelo belo set feito, o que fez Christian Smith na saída do Cohen. O festival em si carece de nomes populares, como os vistos em edições anteriores como Prodigy, Dave Clarke, Millo ou Sasha, que animam muita gente a ir ao festival, principalmente considerando o preço salgado dos ingressos.

Com relação ao soundsystem, nada a reclamar, o som estava muito bom em todas as tendas, batendo forte e com qualidade realmente impressionante. Em 2009 é preciso rever novamente se a estratégia usada foi válida, pois ouvi muita gente dizer que se divertiu, mas que não pagaria um ingresso inteiro pelo evento novamente.

Equipe rraurl.com
Equipe rraurl.com
comentários
Dj Márcio Careca
0AprovadoQueima
Fiquei surpreso com a glaera jovem se acabando com Miguel Migs, não que eu nào goste, mas em uma época em que só se ouve falar de minimal, me surpreendi. Gosto de minimal , mas não desse minimal que rola por aí, tipo do Dubfire, acho que é um minimal fake, não vejo nada de mais. No mais, gostei do SkolBeats 2008, é bem verdade que com todos os problemas que tivemos nos outros, as atrações internacionais eram melhores.
NewMaris
NewMaris(01.10.08)
0AprovadoQueima
Gostei das impressões, parabens meninos! by the way, da próxima o rraurl podia escalar uma mina! Política de quotas, hehehe!
Leandro Aragon
Leandro Aragon(01.10.08)
0AprovadoQueima
Set do Noise que ele errou 4 vezes ???

afe.... esse SB foi bem fraquinho......
So não falaram do puta set do Noise q deixou a galera em choque, e da puta loukura experimental minimalista que o Dubfire proporcionou e tambem do púta set do Murphy, tirando isto a materia fico bem bacana!!!
CaiovzKy
CaiovzKy(30.09.08)
0AprovadoQueima
eu nao fui no migs, esse me arrependi de nao ter ido.
 
 proximos