Com destaque ao DJ set de James Murphy e Pat Mahonney, festa mostra que disco music é boa trilha para a cidade maravilhosa

A edição carioca da Discoland chegou de fininho. Talvez pela proximidade com a última edição da MOO, realizada dia 20/set, a divulgação só se fez presente mesmo na semana do evento. Até quinta-feira, uma galera desconhecia a festa enquanto outros não entendiam muito bem o que era realmente seu conceito, estranhavam o local e até se perguntavam se não era a própria MOO. No entanto, sexta-feira, a coisa ganhou força total e a festa era o papinho nas baladas da cidade. Escorriam comentários como "Não perco James Murphy por nada" a indagações tipo: "... mas no Scala?"
Sim, no Scala. Embaixo ao letreiro de neon azul e vermelho, o público subiu as escadas e encontrou Gustavo MM e Badenov se revezando no palco repleto de caixas de som. Sem muita decoração, a produção optou utilizar a atmosfera da velha casa de show dando alguns toques como
disco balls na ponta dos gigantes lustres de cristal. Já com a pista cheia, a dupla dinâmica do LCD Soundsystem subiu ao palco, invertendo a ordem pré-divulgada do line-up. Dividindo as atenções com a iluminação que fez um show a parte, James Murphy e Pat Mahoney animaram a pista com um dos sets mais divertidos (e conceituais) deste ano. Linhas de baixo gordas, vocais e baixas BPMs deram o tom do set que reuniu clássicos da disco anos 70 de Nova York aos dias atuais, com hits de Moodyman ("I Can`t Kick this Feeling"), Runaway ("Brooklyn Club Jam") e Prins Thomas ("Moustache"). Soltando gritinhos e jogando as mãos pro alto, a platéia se empolgou com o que ouviu e viu. Tocando exclusivamente com discos de vinil, a dupla foi o ponto máximo da festa, entregando a pista fervendo para a próxima atração, o projeto de Portland Glass Candy.
As estrelas da noite: James e Pat

O povo do gargalo curtiu, filmou e tirou fotos. Mas musicalmente foi uma ruptura. A festa estava animadíssima até Johnny Jewel em um look vermelho e preto entrar e Ida No, descalça e com uma calça colada até a canela, tomar o microfone. Eles até aumentaram a velocidade das músicas para funcionar melhor na pista - contrariando alguns fãs fervorosos do duo -, mas mesmo assim não empolgou como a dupla do LCD Soundsystem.
Depois foi a vez de Ewan Pearson se apresentar e, na seqüência, Efdemin. Tanto um quanto o outro apresentaram sets introspectivos com uma pegada bastante minimalista. A frieza eletrônica dos sets finais foi um contraponto ao calor orgânico do início da festa. Talvez este fator somado ao dia de eleições que já começava fez com que muitos esvaziassem a pista. Mas apesar de tudo, a festa foi um sucesso. O comentário geral foi que James Murphy e Pat Mahoney salvaram noite. Isso sem contar com o acesso fácil, bares sem tumulto, iluminação bem trabalhada - aspectos muitas vezes esquecidos pelos produtores cariocas. E fica a pergunta: quando será a próxima? Discoland sem previsão, voltando a MOO, o produtor Bruno Guinle garantiu que até o final do ano haverá uma edição especial de quatro anos do núcleo.
Produção simples e bem feita.
Excelente sound system e ótima iluminação.
Murphy & Mahoney foi realmente o melhor set da noite: Muito mais pelo repertório do q pela técnica. Agora, clássico do público carioca, muita gente ficou com cara d não entendeu (ou não esperava ouvir) o q ouviu...
O Glass Candy fez um bom show q prendeu a atenção do público, mas a maioria das músicas são chatinhas.
Os sets seguintes não conseguiram envolver quem sobrou. Ewan tocou músicas com excelente qualidade e mixagens redondinhas, mas não colou muito. Do Efdemin, esperava mais.
Foi bonita a noite...mas não animoou como festa.
Valeu pelo evento como um todo, outra bola dentro dos MOO boys!!!