Crazy P - Stop Space Return
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ficha técnica
Nota: 3.8 / 5
Ano: 2008
Selo: 20:20 Vision
Estilos: pop, dance, house, funk, chill
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Crazy P - Stop Space Return
Banda inglesa segue a cartilha de 2008 ao se aproximar da disco music em novo álbum
10.10.08 13:55
2008 está acabando, a cara musical do ano já está definida e uma prova disso é a continuidade de referências e apostas lá do começo do ano. Um exemplo é a neo-disco funkeada de Nova York. DFA, Hercules & Love Affair e afins são apostas fáceis para destaques do ano. E a prova de que talvez nada muito revolucionário acontecerá até o final do ano são novos releases agora do segundo semestre que bebem em fontes esperadas.

Por exemplo, pegue a banda inglesa Crazy P (Crazy Penis, para os mais liberais). Treze anos de estrada no pop eletrônico e funkeado, uma espécie de Basement Jaxx do house mais chill-out, quando tal expressão se define como um gênero. Eles lançaram Stop Space Return recentemente com um viés nu-disco bem escancarado - e assumido, veja o release falando de Hercules e Escort (http://www.2020recordings.com/product/VIS170CD). De modo que apontar tal fato de maneira alguma é uma crítica ou ironia, a própria banda ao explicar suas raízes houseiras e inorgâncias se dá ao direito da alcunha disco music.



O que importa mesmo é que o disco é bom, sim senhor. Começa com uma faixa-título produzérrima, em que a vocalista Danielle Moore dá todo um clima acid jazz para loops gordos e bem atuais, mixáveis até com electrohouse num set mais ousado. Danielle, aliás, sempre foi colaboradora da banda, e agora em Stop Space Return canta no CD inteiro, uma amostra da pegada inorgânica que a banda caracteriza a sua disco music. Tal fator encontra ápice nas baladinhas, como a roqueira "Fascination" e na jazzeira "Over to You", que tem uma lasquinha de bossa até.

E a alma 20:20, um selo de forte identidade sonora, é bem percebida no single "Love On The Line". O refrão diva esticado é decorado com violinos picotados, que crescem melódicos quando a base de Spirit Catcher dá uma desacelerada. E gruda no tálamo que é uma beleza, perfeita para animar aquela festinha descompromissada na sua casa.


CRAZY P - LOVE IS ON THE LINE


QUEM É A RAINHA?
Com esse disco, o Crazy P se insere no disputado jogo de xadrez do pop-dance-house britânico. Uma peça discreta, que não tem a grandiosidade stadium de um Basement Jaxx, mas agrada a um público mais "soft" - eles são bem relevantes num festival como o Big Chill, por exemplo. Elegantes sim, mas sem a atmosfera clubbing épica de um Faithless. Numa comparação brasileira, lembre da Eldorado FM.

Mas a intenção disco pop ou whatever de Crazy P tem um momento descarado - mais nas bases do que no vocal - de inspiração em Róisín Murphy e seu Overpowered. São detalhes das bases, como um synth molenga da deliciosa "Wishing For", ou a quebradinha cabaret de "Never Gonna Reach Me", que poderia ser um lado B perfeito de "Checkin' On Me" ou "Tell Everybody" da ex-Moloko. Também não é uma crítica tal comparação, apenas uma colocação lado a lado. A decisão de quem é a rainha, fica a cargo do freguês.

Mas se para ser rainha é preciso gritar, Danielle e o pênis doido contam ainda em "Never Gonna Reach Me" com uma gritaria funkeada sensacional, as paradinhas são de fazer inveja a qualquer produtor da DFA. Tais semelhanças podem ser costuradas ainda por um revival acentuado da piano house este ano, que em Stop Space Return encontra colo na enxuta "In & Out" - para uma pista, só se for remixada.
MP3
Flash Content
Crazy P - In & Out (mp3)

Flash Content
Crazy P - Never Gonna Reach Me (mp3)

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Crazy P - Over To You (mp3)

Flash Content
Crazy P - Stop Space Return (mp3)

Flash Content
Crazy P - Wishing For (mp3)


Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola
it's like the 60s, with no hope
comentários
Mary Zander
Mary Zander(17.10.08)
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Paper Recordings, isso aí, lançavam várias coisas legais... meio que sumiu mesmo, uma pena. As capas eram lindas tbm, sempre muito bem resolvidas. O "Wicked is Music" do então Crazy Penis é super melódico, classe! Legal ver que eles continuam na ativa.
Luiz Pareto
Luiz Pareto(13.10.08)
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lembrei! paper recordings. selo antigo de deep house onde conheci os primeiros releases da banda, ainda com o nome crazy penis. o paper recordings meio que sumiu. nunca mais ouvi nada.
Luiz Pareto
Luiz Pareto(13.10.08)
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Tô tentando lembrar (alguem poderia me lembrar?) o nome do selo ingles, na verdade de Manchester, de deep house onde apareceram os primeiros releases do então Crazy Penis. Li uma matéria numa revista de empresa aerea australiana que eles foram obrigados a encurtar o PENIS para um mero P para poder chegar ao grande público. Ainda na matéria, eles falavam que a disco music estava de volta e que dessa vez iria ganhar mais e mais adeptos entre o público heterossexual graças à fusão entre DISCO e ROCK que vem aparecendo em diversas faixas nos últimos anos. Os LCD boys que os digam...kkkkk! Ótima matéria Jade!
Thiago Augusto
Thiago Augusto(11.10.08)
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mto bom!!
Patrícia Dietrich
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putz, acho o som deles muito bom.
stop, space........return!
 
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